Em greve, trabalhadores dos Correios ocupam centro logístico e paralisam entregas em Indaiatuba
16/09/2026
(Foto: Reprodução) Trabalhadores dos Correios ocupam centro logístico e paralisam entregas em Indaiatuba
Funcionários dos Correios ocuparam o Centro Logístico de Distribuição de Indaiatuba (SP) na madrugada desta quarta-feira (16).
A mobilização, que faz parte de uma greve iniciada na noite do último dia 10, bloqueia a entrada e a saída de cargas, paralisando as entregas programadas para todas as cidades da região.
O objetivo da ocupação é pressionar a direção da empresa a reabrir as negociações com a categoria. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de Campinas e região (Sintect-Cas), a proposta atual não repõe as perdas da inflação e altera as regras do convênio médico.
De acordo com a assessoria do sindicato, os principais pontos de insatisfação são:
Reajuste salarial: a direção dos Correios ofereceu um repasse de 0,20% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), valor considerado abaixo da inflação do período.
Plano de saúde: a categoria reclama da cobrança de mensalidades altas, que já teriam forçado mais de 30 mil funcionários a abandonarem o benefício por falta de condições de pagamento.
"A direção da empresa iniciou as negociações oferecendo uma proposta rebaixada 0,20% do INPC que não repunha nem a inflação do período, e além disso apresentou mudanças na alteração do plano de saúde dos trabalhadores", afirmou a assessoria do Sintect-Cas, em nota.
"Plano este que quando entramos na empresa não pagávamos por ele e hoje já pagamos mensalidades absurdas que já levaram mais de 30 mil funcionários saírem do plano por não ter condições de pagar e querem piorar ainda mais as condições", completou o sindicato.
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O Sintect-SP informou que ainda não possui um balanço exato do número de funcionários paralisados, mas estima que a grande maioria aderiu à greve. Com o bloqueio do centro logístico, nenhuma cidade da região deve receber as cargas previstas para esta quarta-feira.
O que dizem os Correios
"Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10.
Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.
Vale destacar que a rede de agências permanece aberta ao público.
Manutenção do efetivo
A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve.
No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento.
A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível.
A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas."
Em greve, trabalhadores dos Correios ocupam centro logístico e paralisam entregas em Indaiatuba
Johnny Inselsperger/EPTV
Em greve, trabalhadores dos Correios ocupam centro logístico e paralisam entregas em Indaiatuba
Johnny Inselsperger/EPTV
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